sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Bioética
Na palestra sobre eugenia o Dr José Goldim apresentou a formação e evolução da questão do conceito de eugenia na história e suas conseqüências, contrapondo ao risco que estamos vivendo de voltarmos a usar alguns parâmetros genéticos para "escolhas" de padrões desejados de pessoas.
Por fim quando os temas foram abertos aos debates a polêmica da definição e conceituação do início da vida veio a tona, e é claro que não se chegou a nenhuma definição, mas o que ficou absolutamente claro para mim é que não podemos definir o conceito de vida apenas pelo prisma de um segmento da sociedade, isto é, a biologia não pode se arrogar como definidora do que é a vida baseada apenas em parâmetros biológicos, acha vista o ser humano não ser apenas um ente biológico. Mas isso também é tema para um aprofundamento posterior.
A tarde assisti o painel sobre aborto, onde apresentaram o tema pelo seu prisma A Dra. Professora de Direito Maria da Glória Colucci (UNICURITIBA) e o Teólogo Doutorando Waldir Souza (PUCPR) , infelizmente não pudemos contar com a presença do Médico Dr. Rui Piloto (UFPR). O painel foi muito instigante, principalmente os tópicos relacionado a questão da saúde da mulher e o aborto clandestino levantado pela Dra. Maria, porém achei que a fala do Sr. Waldir nos aspectos relacionados a teologia ficou um pouco a desejar e sua abordagem passou um pouco ao largo das questões fundamentas relacionadas ao aborto.
Amanhã teremos outras duas conferências muito importantes:
BIOÉTICA E BIOTECNOCIÊNCIA conferencista: Dr. José Eduardo de Siqueira (UEL/Londrina)
BIOÉTICA: TEMAS CRÍTICOS NA ASSISTÊNCIA À CRIANÇA E ADOLESCENTE
Conferencista: Dr. Luiz Antonio Munhoz da Cunha
Amanhã posto minhas impressões.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Sobreviventes
Vocês que choraram conosco e oraram conosco pela vida dos trigêmeos da tribo Ikpeng que seriam sacrificados se voltassem para sua aldeia, vão gostar de saber que Deus tem usado a vida e o testemunho deles.
Com sua ajuda, nós da ATINI socorremos essa família para que eles pudessem manter vivas suas crianças. Oferecemos moradia, alimentação, fraldas e roupas. Hoje, os bebês estão crescidos e saudáveis, e já podem voltar para a aldeia de Marité (o pai) em segurança. Nós continuamos apoiando esta família através do programa de apadrinhamento, e vamos continuar com eles por quanto tempo for necessário.
Hoje, Marité e Tximagu são exemplo de coragem entre os povos indígenas. A história deles está sendo contada no documentário "Quebrando o Silêncio", que foi recentemente lançado pela jornalista indígena Sandra Terena, vice-presidente da ONG Brasil Indígena.
O documentário e a saga dessa e de outras famílias corajosas está relatada numa matéria do Correio Braziliense desta semana. Muitas das famílias que dão seu depoimento são atendidas pelo nosso programa. Acreditamos que esse documentário será um precioso instrumento nas mãos de Deus para sensibilizar indígenas e autoridades de todo o Brasil, e ajudar a sarar nossa terra desta triste realidade que é o infanticídio indígena.
Enquanto isso as coisas continuam avançando aqui em Brasília. As crianças estão crescendo e estamos em processo de mudança para nosso novo terreno. Logo vamos lhe escrever para dar mais detalhes.
Só queríamos compartilhar com você esta alegria! Assista um trecho do documentário e confira o emocionante depoimento de Marité Ikpeng. Veja também a carinha linda dos trigêmeos sobreviventes. Veja e comprove o fruto de suas orações e ofertas,
Com carinho,
Edson e Marcia
ATINI – VOZ PELA VIDA é uma organização social, sem fins lucrativos, que atua em parceria com os povos indígenas na defesa dos direitos das crianças indígenas em situação de risco.
SCRN 714/715 Bloco F Loja 18
70 761-660 Brasília - DF
Telefones: (61) 3272 3035 (61) 3202 7626
www.atini.org
marciasuzuki@atini.org
Congresso Mundial
XIV Congresso Mundial da ICMDA
ICMDA – International Christian Medical and Dental Association
(Associação Internacional de Médicos e Dentistas Cristãos)
Punta Del Este - Uruguay
América do Sul
Hotel Conrad Resort
1 - 8 Julho de 2010
Tema:
Prioridades na prática da profissão.
Para quem trabalhas?
Cronograma do evento
Conferência Mundial de Estudantes e Recém formados
1 - 4 de Julho de 2010
XIV Congresso mundial da ICMDA
4 - 8 de Julho de 2010
Aberto para todo público
Uma boa razão para visitar o Rio de Janeiro
XIV Congresso Mundial da ICMDA
ICMDA – International Christian Medical and Dental Association
(Associação Internacional de Médicos e Dentistas Cristãos)
Punta Del Este - Uruguay
América do Sul
Hotel Conrad Resort
1 - 8 Julho de 2010
Tema:
Prioridades na prática da profissão.
Para quem trabalhas?
Conferência Mundial de Estudantes e Recém formados
1 - 4 de Julho de 2010
Seminário PRIME (PRIME Seminar) : “ VAlore cristãos no treinamento de profissionais de saúde ” - 2 & 3 July, 2010
Encontro mundial de psicólogos e psiquiatras cristãos 2 & 3 July, 2010
Seminário Saline 3 & 4 Julho, 2010
XIV ICMDA World Congress - 4 to 8 July, 2010
Congresso Mundial de Médicos e Odontólogos Cristãos - 8 Julho 2010
Seminário para Enfermeiro/as Cristãos/ãs, 6 e 7 de Julho, 2010
icmda10@chasque.net
domingo, 27 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Políticas missionárias
Nesse sentido, a ATINI não se coloca como uma voz que pede à legislação brasileira a punição ou criminalização dos grupos indígenas que praticam, sistemática ou assistematicamente, o infanticídio, já que compreende que as leis da sociedade brasileira não podem ser aplicadas indiscriminadamente a grupos étnicos que fazem parte do território nacional mas que têm autonomia de organização social e têm uma visão-de-mundo extremamente diferenciada. Em conformidade com sua missão expressa, a ATINI dá voz e acolhe os indígenas que pedem ajuda para livrar do infanticídio crianças com as quais guardam algum grau de parentesco.
A falta de políticas públicas voltadas para atender as necessidades dos povos indígenas, seja de ordem da saúde, seja de ordem de acolhimento aos que não querem se submeter às leis da maioria, como acontece em qualquer sociedade, tem levado os indígenas "desviantes" a pedir socorro a organizações não-governamentais, como é o caso da ATINI. Nesse sentido, a ATINI não tem pretensão de colocar-se como detentora de qualquer tipo de expertise sobre o assunto, mas tem o compromisso de ACOLHER e DAR VOZ aos indígenas que pedem ajuda para que suas crianças não sejam submetidas ao infanticídio e LUTAR para que o Estado Brasileiro ofereça condições para, como deve ser seu compromisso, atender aos pedidos desses indígenas.
Sabe-se que, em qualquer sociedade, em qualquer cultura, há violações e mesmo em relação a práticas culturais aceitas pela maioria, como é o caso da ablação ou extirpação do clitóris de meninas entre 8 e 12 anos, em algumas sociedades, há os que não concordam com elas e que não querem se submeter ao que consideram algo que precisa ser mudado em suas sociedades. Há algo de errado em discordar dessa prática? Há algo de errado em pedir que o Estado acolha essas crianças e seus parentes que não concordam com essa prática? As organizações que acolhem essas crianças e esses indivíduos "desviantes" devem ser acusadas e proscritas? Não é sobre isso que, verdadeiramente, versa a Declaração Universal dos Direitos Humanos?
Esses indivíduos, como quaisquer outros na mesma situação estrutural de outras sociedades, também têm o direito de não se submeterem às regras coletivas que consideram fonte de sofrimento e de arbitrariedade, que, aliás, existem em toda e qualquer sociedade. E mais, têm o direito de ter o direito à escolha garantido, por meio de políticas públicas.
Um outro exemplo mais próximo é o que envolve o machismo, um dos traços culturais de várias sociedades, inclusive as latino-americanas, e que tem produzido atos de violência gravíssimos contra as mulheres. Apesar da coletividade não aprovar isso e existirem leis que apontam para a criminalização dos que praticam esses atos, sabe-se que há uma certa complacência e mesmo omissão por parte da sociedade, inclusive por parte de muitas mulheres que se submetem, por vários motivos, a essa violência, muitas vezes classificada como "normal". Isso não significa, porém, que essa violência não deva ser combatida por todos, sobretudo pelo Estado, não apenas por leis, mas por políticas públicas que protejam as mulheres e possibilitem a elas uma situação alternativa de vida.
Se o infanticídio não é uma prática cultural ou uma prática tradicional, como defendem alguns, se é apenas uma situação marginal, que não faz parte das regras sociais, os que pedem ajuda quando acometidos por ele ou pela ameaça dele precisam ser assistidos, preferencialmente pelo Estado.
A ATINI compreende que os povos indígenas não precisam de leis intrusivas ou punitivas do Estado. Mas esta organização apóia, por outro lado, qualquer iniciativa governamental, dentro ou fora do âmbito legislativo, que garanta aos povos indígenas acesso às políticas públicas. A criminalização do infanticídio não é, portanto, uma bandeira da ATINI. Esta organização reconhece a diversidade cultural que há no Brasil e a respeita. A ATINI afirma que os povos indígenas precisam de políticas públicas que propiciem, entre outras coisas, que os indígenas "dissonantes" da maioria ou não, tenham assegurado seu direito de não concordar, de mudar. Aliás, todas as sociedades são dinâmicas, do ponto-de-vista cultural. Com as sociedades indígenas não é diferente.
A bandeira da ATINI é tão-somente seu compromisso em atender e dar voz aos indígenas, considerados "desviantes" ou não, que pedem ajuda para livrar seus filhos ou netos do infanticídio e isso deve ser levado em conta, não só pelo Estado, mas pelas associações de intelectuais e pesquisadores renomados e reconhecidos pelos seus estudos e pesquisas nas áreas das ciências sociais e dos direitos humanos.
Brasília, 11 de agosto de 2009.
Conselho Deliberativo da ATINI

